Tcheco marca aos 73 minutos contra o Real Madrid, vive auge da carreira e relembra fidelidade ao clube mesmo nos momentos mais difíceis
Por Yuri Diniz
Na semifinal da Liga dos Campeões da temporada 2002/2003, a Juventus protagonizou uma noite histórica ao eliminar o Real Madrid com um gol decisivo de Pavel Nedvěd, aos 73 minutos do jogo de volta, garantindo a classificação da Vecchia Signora para a grande final europeia.
No jogo de ida, disputado em Madri, o Real Madrid havia vencido por 2 a 1, levando vantagem mínima para o confronto decisivo em Turim. Na partida de volta, a Juventus devolveu o placar de 2 a 1 no tempo normal, deixando o duelo totalmente aberto e aumentando a tensão no Estádio Delle Alpi. A partida foi bem equilibrada nos dois jogos.
Crédito: OGol
Foi então que surgiu Pavel Nedvěd. Aos 73 minutos, o meio-campista tcheco acertou um chute preciso e marcou um golaço que se tornaria um dos mais emblemáticos da história do clube. O gol garantiu a vitória por 3 a 1 no agregado e colocou a Juventus na final da Liga dos Campeões, encerrando o sonho merengue naquela edição.
Anos depois, Nedvěd relembrou o momento como um dos mais felizes de sua carreira. Apesar da classificação heroica, a Juventus acabaria derrotada pelo Milan na final, em uma decisão marcada por frustração e equilíbrio, decidida nos pênaltis. Segundo o ex-jogador, aceitar aquela derrota não foi simples.
Ainda assim, o tcheco destacou que os momentos mais difíceis viriam depois, com o rebaixamento da Juventus para a Série B. Mesmo pressionado a deixar o clube para “salvar a carreira”, Nedvěd optou por permanecer. Em depoimento emocionado, afirmou que não conseguiria abandonar a equipe e a torcida, ressaltando que a Juventus era o time pelo qual ele estava disposto a dar tudo para mantê-lo vivo.

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