terça-feira, 30 de novembro de 2021

Abuso infantil: o lado obscuro da infância dilacerada

 

Abuso infantil: “em 90% dos casos atendidos o acusado é uma pessoa conhecida”, afirma a pediatra Maria de Fátima Fernandes Gea, coordenadora do Centro de Referência no Atendimento Infanto-juvenil (CRAI)

   Foto: Freepik

Desde antigamente, até os dias atuais as mães ensinam aos filhos a não falarem com estranhos, infelizmente na maioria das vezes os conhecidos se tornam piores do que muitos estranhos. O que ocorre é que o abusador faz parte do convívio e até da intimidade das vítimas.

Com chantagens sobre a criança ou adolescente o pedófilo estabelece um acordo, um segredo que nunca poderá ser quebrado, ou seja, a vítima do algoz se vê refém de uma situação angustiante e desesperadora. Por medo, vergonha e culpa a vítima acaba cedendo mesmo contra a sua vontade ao abusador, o que acaba desencadeando de forma negativa todo o seu histórico comportamental e sentimental.

É necessário compreendermos que nem todo abusador é monstruoso e agressivo como todos pensam, o abuso pode ser marcado por violência ou uma simples brincadeira inocente com recompensas de doces e presentes fazendo com que o abusado acredite que tudo não passa de um jogo divertido, aproveitando-se da vulnerabilidade da vítima. O autor geralmente é uma pessoa acima de qualquer suspeita aparentemente um indivíduo até de boa índole.

Fortalecer os vínculos entre pais e filhos é essencial para que a culpa não seja maior que a confiança. Um diálogo sem críticas e repreensões é fundamental para estabelecer abertura e a confiança da vítima com quem ela possa contar.

Observar as mudanças de comportamento das crianças e dos adolescentes é imprescindível para detectar um suposto abuso.

-Dificuldades de concentração escolar

-Crianças extremamente agressivas e antissociais

-Silêncio predominante

-Traumatismos físicos

-Isolamento social                                                   

-Comportamento sexual

-Mudanças de hábito súbitas

Lembrando que os sinais acima devem acender um alerta aos pais e responsáveis, bem como educadores e toda sociedade.

Inclusive o assunto é tão relevante que foi criada a Lei Federal 9.970, de 2000 que instituiu a data de 18 de maio como, o dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Em homenagem a Araceli Cabrera que nessa mesma data aos 8 anos de idade foi raptada e drogada, que teve seu rosto destruído por estupradores, em Vitória (ES). Ela era filha de um operário e uma dona de casa. Passados 48 anos, sua história ainda impacta a capital capixaba, por serem os algozes comerciantes com influência política, o que interferiu nas investigações e no julgamento do caso. (Fonte: Jornal EXTRA).

É inadmissível que tais crimes fiquem arquivados ou impunes. Quando uma criança ou adolescente é abusado sexualmente seus sonhos e fantasias são roubados e sepultados. E esse malefício se reflete no decorrer de toda a sua existência.

Por: Afra Freire 

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Variante Ômicron do coronavírus o novo desafio da humanidade

 A Variante ômicron- também conhecida como B.1.1529-foi reportada à Organização Mundial de Saúde (OMS) em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul e acende um novo alerta em escala mundial.

    Foto: Getty images

Descoberta na África do Sul a nova variante do coronavírus Ômicron (B.1.1529) está deixando as autoridades sanitárias em alerta. O “inimigo invisível” desperta a vigilância epidemiológica em escala global.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) não descarta a preocupação dessa nova cepa, inclusive classificou a Ômicron como “variante de preocupação”. No entanto a OMS aguarda algumas semanas para compreender o comportamento da variante Ômicron, ou seja, ainda é desconhecida se ela é mais transmissível ou mais letal, evitar especulações e informações desencontradas é primordial neste momento. Seguindo orientações, todos os países estão restringindo voos da África como medidas de conter a disseminação da nova cepa.

A nova variante do coronavírus já foi detectada em ao menos 17 países sendo que 11 ficam na Europa até o momento. Segundo pesquisadores do hospital Bambino Gesú, em um comunicado, que o modelo tridimensional revela “muito mais mutações” na Ômicron, mas que ainda é cedo para tirar conclusões.

O avanço das vacinas, a quantidade de pessoas imunizadas, o relaxamento das medidas restritivas e o retorno aos eventos nos trouxe uma sensação de alívio pela diminuição do contágio e números de óbitos, porém vale ressaltar que o cenário pandêmico é em escala mundial e todos devem receber as vacinas de maneira igualitária, a nova variante é o reflexo da deficiência das políticas públicas e a escassez de doses e desigualdades que marcam as vacinas na África.  

Por: Afra Freire

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