Abuso infantil: “em 90% dos casos atendidos o acusado é uma pessoa conhecida”, afirma a pediatra Maria de Fátima Fernandes Gea, coordenadora do Centro de Referência no Atendimento Infanto-juvenil (CRAI)
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Freepik
Desde antigamente, até
os dias atuais as mães ensinam aos filhos a não falarem com estranhos,
infelizmente na maioria das vezes os conhecidos se tornam piores do que muitos
estranhos. O que ocorre é que o abusador faz parte do convívio e até da
intimidade das vítimas.
Com chantagens sobre a
criança ou adolescente o pedófilo estabelece um acordo, um segredo que nunca
poderá ser quebrado, ou seja, a vítima do algoz se vê refém de uma situação
angustiante e desesperadora. Por medo, vergonha e culpa a vítima acaba cedendo
mesmo contra a sua vontade ao abusador, o que acaba desencadeando de forma
negativa todo o seu histórico comportamental e sentimental.
É necessário compreendermos
que nem todo abusador é monstruoso e agressivo como todos pensam, o abuso pode
ser marcado por violência ou uma simples brincadeira inocente com recompensas
de doces e presentes fazendo com que o abusado acredite que tudo não passa de
um jogo divertido, aproveitando-se da vulnerabilidade da vítima. O autor
geralmente é uma pessoa acima de qualquer suspeita aparentemente um indivíduo
até de boa índole.
Fortalecer os vínculos
entre pais e filhos é essencial para que a culpa não seja maior que a
confiança. Um diálogo sem críticas e repreensões é fundamental para estabelecer
abertura e a confiança da vítima com quem ela possa contar.
Observar as mudanças de
comportamento das crianças e dos adolescentes é imprescindível para detectar um
suposto abuso.
-Dificuldades de
concentração escolar
-Crianças extremamente
agressivas e antissociais
-Silêncio predominante
-Traumatismos físicos
-Isolamento
social
-Comportamento sexual
-Mudanças de hábito
súbitas
Lembrando que os sinais
acima devem acender um alerta aos pais e responsáveis, bem como educadores e
toda sociedade.
Inclusive o assunto é tão
relevante que foi criada a Lei Federal 9.970, de 2000 que instituiu a data de
18 de maio como, o dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de
Crianças e Adolescentes. Em homenagem a Araceli Cabrera que nessa mesma data
aos 8 anos de idade foi raptada e drogada, que teve seu rosto destruído por
estupradores, em Vitória (ES). Ela era filha de um operário e uma dona de casa.
Passados 48 anos, sua história ainda impacta a capital capixaba, por serem os
algozes comerciantes com influência política, o que interferiu nas investigações
e no julgamento do caso. (Fonte: Jornal EXTRA).
É inadmissível que tais
crimes fiquem arquivados ou impunes. Quando uma criança ou adolescente é
abusado sexualmente seus sonhos e fantasias são roubados e sepultados. E esse
malefício se reflete no decorrer de toda a sua existência.
RGM: 19287216
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