Medida do ex-presidente dos EUA tenta evitar intimação para prestar depoimento à Câmara dos Representantes em 14 de novembro
Por Yuri Diniz
O
ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu um processo contra o
comitê da Câmara dos Representantes dos EUA que investiga a invasão ao
Capitólio em 6 de janeiro de 2021. A ação é uma tentativa de evitar que ele
testemunhe em 14 de novembro. O pedido ainda não foi julgado. A intenção ex-presidente
Donald Trump é tirar as acusações sobre ele ser o mentor e organizador do
ataque.
De acordo com o processo aberto na noite de 6ª feira
(11.nov.2022) em um tribunal na Flórida, “nenhum presidente ou ex-presidente jamais
foi obrigado a fazê-lo”. Mais a tentativa é da defesa de Trump é buscar uma
forma de tirar o ex-presidente das acusações no qual ele está respondendo, com
isso ele não seria mais responsabilizado pelo ataque.
O comitê
da Câmara responsável pelas investigações enviou uma intimação ao ex-presidente
em 21 de outubro. No documento, os congressistas estabeleceram que o depoimento
à comissão deveria ser realizado até 14 de novembro de 2022.
O grupo afirma haver “evidências” que Trump
“orquestrou pessoalmente” uma forma de reverter o resultado das eleições de
2020. O colegiado também solicitou que o republicano entregue uma série de
documentos. Outro fator que determina uma resposta é que os manifestantes
disseram que foram motivados a fazer o ataque pelo próprio presidente da época
que era o Trump.
Os advogados de Trump também afirmam que a
intimação desrespeita o privilégio executivo garantido pela Constituição, mesmo
que ele tenha deixado a presidência dos EUA há mais de 21 meses. Na avaliação
da defesa, Trump tem “imunidade absoluta de ser obrigado a testemunhar perante
o Congresso sobre suas ações” por ser ex-presidente. “A intimação do Comitê é
explicitamente endereçada ao presidente Trump na qualidade de ex-presidente,
buscando informações sobre suas ações enquanto presidente e com o objetivo de
regular futuros presidentes, e, portanto, é inválida”, diz o processo.
Na avaliação da defesa, Trump tem “imunidade
absoluta de ser obrigado a testemunhar perante o Congresso sobre suas ações”
por ser ex-presidente. “A intimação do Comitê é explicitamente endereçada ao
presidente Trump na qualidade de ex-presidente, buscando informações sobre suas
ações enquanto presidente e com o objetivo de regular futuros presidentes, e,
portanto, é inválida”, diz o processo.
Apoiadores de Trump romperam a barreira policial
em frente ao local e invadiram as dependências da Câmara e do Senado. Mais de
100 policiais ficaram feridos e 5 pessoas morreram no dia. O ataque
antidemocrático foi após a vitória Joe Biden, o que causou a insatisfação dos
eleitores da direita que estavam confiantes na vitória de Trump e não aceitaram
a derrota.

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