A equipe tem investimento do futebol árabe
Por Yuri Diniz
A Copa do Mundo do Catar foi uma amostra que o futebol é
uma prioridade para os árabes. O forte poderio financeiro de alguns desses
países já foi notado no esporte, que recebe muito investimento dos chamados
petrodólares.
Mais um exemplo disso poderá ser visto nesta edição da
Copa São Paulo de Futebol Júnior 2023, que começa no dia 2 de janeiro.
O grupo 22 terá um estreante bem peculiar: o Sharjah
Brasil, clube-empresa que leva o nome de um tradicional time dos Emirados
Árabes. Os empresários do futebol árabe estão em busca de novos investimentos
no futebol, com intuito de trazer novos jogadores e deixar o futebol do seu
país mais conhecido internacionalmente.
A jovem equipe paulista, na versão brasileira, fica na
pequena cidade de Alumínio, segunda menor sede da Copinha, com pouco mais de 18
mil habitantes. Os adversários nesta primeira fase serão o Ceará, o Rio Claro e
o Madureira. A equipe busca se preparar cada vez mais para as competições que
for disputar como a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2023.
Fonte: Facebook Sharjah Brasil FC
O alinhamento ao Sharjah FC, atual vice-campeão nacional,
começou em 2020. Além do nome, escudo e até a cidade mudaram. O time era o
Itapevi Futebol Clube, que viajou cerca de 40 quilômetros até Alumínio, na
Região Metropolitana de Sorocaba.
Esta foi a segunda mudança no nome e de cidade do clube
fundado em 2004 como Associação Atlética Cubatense, no município de Cubatão, na
Baixada Santista. Em 2008, mudou-se para Itapevi, na Grande São Paulo. O
presidente, desde 2008, é Marcelo Neres.
A mudança para Sharjah Brasil foi concretizada em 2022,
dois anos após o início das conversas com os Emirados Árabes. É a equipe pode
revelar vários jogadores para o futebol brasileiro e para o exterior. Buscando
cada vez mais trazer novos talentos e é uma nova oportunidade para os jogadores
da região tentar uma oportunidade no clube em novas peneiras de futebol.
Roberto Patressi, contratado para ser diretor de
marketing do clube, lembra que os contatos com o Sharjah FC começaram
impulsionados pela rede de contatos de Marcelo Neres, que, além de presidente
do então Itapevi FC, é dono de uma editora de livros e revistas, que publicou
livros e traduções de diversos países do mundo, incluindo os Emirados.

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