Instituto Moriah afirma que salários e rescisões estão em atraso devido à crise financeira enfrentada pelo município
A Prefeitura de Votorantim, no interior de São Paulo, deixou de repassar recursos ao Instituto Moriah, responsável pela gestão da UPA Central, UPA Infantil e do Hospital Municipal. A falta de pagamento, segundo a instituição, provocou o atraso de salários e verbas rescisórias dos funcionários, conforme comunicado interno divulgado no dia 28 de novembro.
O Instituto Moriah informou aos trabalhadores que os atrasos nos pagamentos ocorreram por falta de repasses financeiros da Prefeitura de Votorantim. A comunicação foi feita por meio de um documento interno, posteriormente divulgado pelo portal G1, no qual a instituição detalha as dificuldades enfrentadas para manter os compromissos trabalhistas em dia.
Crédito: Portal Porque
De acordo com o instituto, a administração municipal alegou enfrentar sérias dificuldades financeiras e orçamentárias, o que teria impedido o pagamento das parcelas destinadas à manutenção das unidades de saúde. A suspensão dos repasses, segundo a entidade, inviabilizou o cumprimento das obrigações com os colaboradores que atuam nas três unidades sob sua gestão.
No comunicado, o Instituto Moriah afirma que, assim que o município regularizar os repasses, todos os valores pendentes serão imediatamente quitados. A instituição também declarou manter “compromisso com a transparência e o respeito aos profissionais”, ressaltando que segue em diálogo com a prefeitura para buscar uma solução rápida para o problema.
A crise financeira da Prefeitura de Votorantim já havia sido anunciada em setembro, quando a gestão divulgou uma série de medidas de contenção de gastos, como a redução do expediente administrativo, suspensão de horas extras, corte no fornecimento de marmitex para servidores e o fechamento da UPA Infantil e de uma creche modelo inaugurada em 2024. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) também emitiu alertas sobre arrecadação abaixo das metas e determinou a suspensão de licitações. A instabilidade financeira já impactou inclusive o transporte coletivo, com paralisações por falta de pagamento a motoristas.

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