Pênalti polêmico provoca confusão e ameaça de abandono dos jogadores e comissão técnica da seleção de Senegal; Mané lidera retorno ao campo e título vem na prorrogação
Por Yuri Diniz
O Senegal é bicampeão da Copa Africana de Nações. Em uma final marcada por polêmica, confusão e muita tensão, os senegaleses derrotaram o Marrocos por 1 a 0 na prorrogação, neste domingo (18), no Estádio Prince Moulay Abdellah, em Rabat no Marrocos. A decisão começou às 16h (horário de Brasília) e teve transmissão ao vivo no Brasil pelo TV Bandeirantes e pelo SporTV.
A partida foi intensa desde os primeiros minutos, com o Marrocos apostando na posse de bola e no apoio da torcida local, enquanto o Senegal buscava jogadas rápidas pelos lados do campo, liderado por Sadio Mané. As duas seleções criaram chances no primeiro tempo, mas pararam nas boas atuações dos goleiros e na forte marcação, levando o jogo empatado sem gols para o intervalo.
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No segundo tempo, o confronto ganhou contornos dramáticos. Aos 44 minutos, a arbitragem assinalou um pênalti para o Marrocos após toque considerado duvidoso dentro da área. A marcação gerou revolta imediata dos jogadores senegaleses, que cercaram o árbitro e, em protesto, deixaram o gramado, ameaçando não retornar para a conclusão da partida.
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Após vários minutos de paralisação, Sadio Mané foi decisivo fora das quatro linhas. O capitão conversou com os companheiros, pediu calma e convenceu a seleção a voltar ao campo. Na cobrança, Brahim Díaz tentou uma cavadinha, mas desperdiçou o pênalti, mandando a bola para fora, o que incendiou ainda mais o clima no estádio e levou a decisão para a prorrogação.
No tempo extra, o Senegal mostrou mais equilíbrio emocional e controle do jogo. Aos 12 minutos da primeira etapa da prorrogação, Pape Gueye aproveitou sobra na entrada da área e bateu firme para marcar o gol do título. O Marrocos ainda tentou pressionar no fim, mas esbarrou na defesa senegalesa, que segurou o resultado até o apito final e garantiu o segundo título continental de sua história.
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A derrota na final aumentou a frustração da seleção do Marrocos, que segue sem conquistar a Copa Africana de Nações há 50 anos. O único título marroquino foi em 1976, e desde então a equipe acumulou campanhas marcadas por eliminações dolorosas, mesmo contando com gerações talentosas e jogando decisões importantes em casa ou perto de sua torcida. O vice-campeonato em Rabat reforça o sentimento de decepção, já que o Marrocos esteve muito perto de encerrar o longo jejum, mas voltou a esbarrar em erros decisivos nos momentos finais.
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Com a conquista sobre o Marrocos, o Senegal chegou ao segundo título de sua história na Copa Africana de Nações. A seleção havia levantado o troféu pela primeira vez em 2021 (edição disputada em 2022, em Camarões) e agora confirma o bicampeonato, consolidando a melhor fase de sua trajetória no futebol africano. Antes disso, os senegaleses haviam batido na trave em finais, mas passaram a figurar de forma definitiva entre as principais potências do continente.
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Pelo lado do Marrocos, o grande destaque da campanha foi Brahim Díaz, responsável pela criatividade no meio-campo e decisivo ao longo do torneio com gols e assistências. Na final, porém, o meia acabou marcado negativamente ao desperdiçar o pênalti com uma cavadinha no fim do tempo regulamentar o que gerou frustação por parte da torcida, lance que poderia ter garantido o título aos marroquinos e que simbolizou a frustração da equipe na decisão. Apesar do pênalti ser polêmico a torcida que acompanhou a partida no estádio esperava que a seleção do Marrocos vencesse a partida.
O Marrocos encerra a Copa Africana com uma campanha consistente e marcada por regularidade, especialmente no setor defensivo, que foi um dos menos vazados do torneio. A seleção mostrou maturidade tática, intensidade e bom entrosamento, confirmando o crescimento vivido nos últimos anos também em competições internacionais. Ainda assim, a incapacidade de transformar o domínio em gols nos momentos decisivos e o pênalti desperdiçado na final impediram a conquista tão aguardada diante de sua torcida.
Já no Senegal, o principal nome foi Sadio Mané, capitão e líder técnico e emocional da seleção. Mesmo sem marcar na final, o atacante teve papel fundamental ao convencer os companheiros a retornarem ao gramado após a confusão do pênalti polêmico, além de comandar o time durante toda a competição. Na decisão, o herói do título acabou sendo Pape Gueye, autor do gol na prorrogação que garantiu o bicampeonato senegalês.
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Após o vice-campeonato continental, o Marrocos volta suas atenções para a Copa do Mundo de 2026 com a expectativa de confirmar o bom momento vivido nos últimos anos. A base da equipe segue forte, com jogadores atuando nas principais ligas da Europa, e a experiência adquirida em decisões recentes reforça a ambição de fazer uma campanha sólida no Mundial. A comissão técnica aposta na evolução ofensiva e na maturidade do elenco para transformar frustrações continentais em um desempenho competitivo no cenário global.
Já o Senegal chega à Copa do Mundo de 2026 embalado pelo bicampeonato africano e com o status de uma das seleções mais respeitadas do continente. A expectativa é de manter a espinha dorsal vencedora, aliando força física, organização tática e talento individual para brigar por uma vaga nas fases mais avançadas do torneio. Com um grupo experiente e acostumado a grandes jogos, os senegaleses acreditam que podem repetir — ou até superar — suas melhores campanhas em Mundiais.
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O Senegal, por sua vez, reforça o status de potência do futebol africano ao alcançar o bicampeonato consecutivo. Com um elenco experiente, forte fisicamente e equilibrado em todos os setores, a equipe soube lidar com a pressão, inclusive em um cenário adverso e de extrema tensão na final. A postura competitiva, a solidez defensiva e a liderança de jogadores como Mané foram determinantes para mais um título, consolidando a geração mais vitoriosa da história da seleção senegalesa.Melhores momentos da partida entre Marrocos e Senegal final 2025/2026
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